<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629</id><updated>2011-07-28T13:26:19.183+01:00</updated><category term='tpc'/><category term='fronteiras'/><category term='equívocos'/><category term='média'/><category term='bonecos'/><title type='text'>ikivuku</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>admin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-6696465958095173823</id><published>2007-10-06T18:09:00.000+01:00</published><updated>2007-10-06T18:10:09.614+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bonecos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='equívocos'/><title type='text'>A K e o Y</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A Presidência da República fez um espectáculo comemorativo do 5 de Outubro com Katia Guerreiro, apoiante e mandatária de qualquer coisa durante a campanha eleitoral.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Carmona Rodrigues também usou dinheiro da Câmara de Lisboa para fazer espectáculos com o seu apoiante Toy.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;De muitos casos semelhantes se vai ouvindo falar no nosso jardim à beira-mar plantado.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Suponho que é esta a atitude educativa que melhor define a detenção do poder em Portugal: usar os bens públicos para servir os amigos.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E a amizade é uma coisa muito bonita.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Vão passar muitos anos, séculos talvez, antes que o espírito pimba que enforma as nossas 'elites' perceba que um K e um Y não chegam para parecermos modernaços.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E que antes de falar da importância da educação se perca um bocadinho a pensar na importância da cidadania e da honestidade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-6696465958095173823?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/6696465958095173823/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=6696465958095173823' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/6696465958095173823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/6696465958095173823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2007/10/k-e-o-y.html' title='A K e o Y'/><author><name>ikivuku</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03954263577421484702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-8005358169487930123</id><published>2007-09-13T01:50:00.000+01:00</published><updated>2007-09-13T01:53:00.889+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='média'/><title type='text'>Público Embolado</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Estamos mal de adjectivos. Há falta. Nota-se que a procura excede a oferta e, num certo sentido, pode mesmo falar-se em crise. Hoje em dia é difícil encontrar um bom adjectivo. Passam-se semanas sem que apareça um que nos faça olhar duas vezes. Mesmo aqueles que eram considerados adjectivos caros, passaram a ser usados no dia a dia e perderam o valor e o interesse. Gastaram-se. Eu já nem sei, quando me apercebo que estão a usar um adjectivo assim para o pesadote, se estão a adjectivar ou se estão a gozar comigo. Provavelmente é uma questão de gradação. Talvez haja falta de níveis (falta de nível há de certeza). Talvez o problema não esteja no adjectivo mas na força com que é usado. Que fazer quando uma frase, uma simples frase, escrita às três pancadas e deixada a correr num texto de prosa taxada à sílaba, pode ser apelidada de extraordinária? Suponho que não se pode fazer nada. Tem que se esperar que a poeira assente e a ganga hiperbólica se gaste com as múltiplas lavagens. Mas por enquanto há que aguentar. Parece que vivemos no topo do mundo. Tudo o que acontece, mesmo que banal, e temos que reconhecer que à vista desarmada é tudo banal, é adjectivado com o topo de gama da adjectivação. Nem seria mau se fosse por brincadeira. Se fosse uma sofisticada ironia (eu leio sempre como se fosse uma sofisticada ironia para me proteger dos efeitos secundários depressivos). Mas o colosso hoje pode não passar de um miserável engano sobre multidões. Um vermezinho que consiga o olhar simultâneo de uma multidão hipnotizada, é um monstro mediático. Como não há muitas coisas a serem propriamente alguma coisa que valha, há que adjectivá-las superlativamente para que passem a existir nos intervalos do seu próprio vazio. Daí o consumo excessivo de adjectivos. Daí a falta. Daí a sensação de irrealidade quotidiana de que já há uns anos o Eco fazia eco. Tive um amigo, que talvez ainda tenha se não se perdeu num comparativo de superioridade, que todas as vezes que me encontrava tinha para contar a melhor anedota que alguma vez ouvira. Como ele estava adiantado no tempo. Este agora é um tempo em que temos que viver aos saltinhos, com gritinhos de prazer à mistura. Cada momento superlativo do anterior.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Suponho que uma das razões para a crise de adjectivos é a proliferação de jornais gratuitos: muito em breve já ninguém estará disposto a pagar por um bom adjectivo, confundido pela mata densa de adjectivos menores. Soube há pouco que das redacções do Público e da Bola vão sair, até ao fim do ano, as notícias necessárias e suficientes para um novo gratuito. Não querendo deixar de colaborar em tão benemérita empresa, proponho daqui, para escolha de quem de direito, que o novo jornal se chame &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bola Com Creme&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Público Embolado&lt;/span&gt;...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-8005358169487930123?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/8005358169487930123/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=8005358169487930123' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/8005358169487930123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/8005358169487930123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2007/09/pblico-embolado.html' title='Público Embolado'/><author><name>ikivuku</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03954263577421484702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-8514162324302481824</id><published>2007-08-08T20:23:00.001+01:00</published><updated>2007-08-08T20:39:27.897+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fronteiras'/><title type='text'>Comparação</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Sabes? Não é possível chegarmos aos sonhos dos outros. Nem aos nossos. Mas ainda menos aos dos outros. Cada gesto que construímos na particularidade do nosso entendimento, pressupõe uma história, e medos muito próprios. E não sabemos nada dos sonhos dos outros.&lt;br /&gt;No estado puro o pensamento talvez dispensasse a informação do tempo. Mas nunca sairia do seu lugar original. Vogaria em círculos sobre a mesma paisagem, e se não chegasse ao tédio seria por desconhecimento. Mas o estado puro é também ele um sonho, ou mais propriamente um pesadelo.&lt;br /&gt;Na realidade, chamando realidade a este lugar que habitamos com os nossos sonhos, há em cima de cada desejo um peso extravagante de formas, sentidos e perdas. Tudo junto numa bola de trapos que permanece inquieta entre os dedos.&lt;br /&gt;Mas aos sonhos dos outros não chegamos. Arquivamos as frases melhores e sorrimos quando a memória atraiçoa mais um momento que se perdeu. Sobre esse estrado de emoções constrói-se outro andar da torre da nossa Babel interior. Claro que o objectivo é o céu.&lt;br /&gt;Que fazer quando, sobre o tabuleiro, parecem esgotados os movimentos que garantem a vitória? Como viver sem essa vital substância da comparação? Como permanecer no lugar em que não se é sempre o primeiro? Como sentir alguma coisa quando sobre o sentir paira sempre a ave abrupta da imposição?&lt;br /&gt;Quando nasci não me questionei sobre a liberdade. Tinha outros propósitos, e alimentar-me era o que me tornava vivo. Ao pé de mim passou o tempo e houve um instante em que devo ter sentido que o vento era mais forte do que eu. Terá sido aí, pelo acaso de um momento, que me apercebi da estranheza do lugar. Nada do que tinha pensado era autêntico, e olhar para as coisas com atenção não era suficiente para as ver.&lt;br /&gt;Haviam outras formas e outros mundos, outras idades e outras estranhezas, outras manchas e muitos outros sonhos. De cada lado da certeza surgia uma verdade diferente e a cada uma delas eu poderia designar suprema se isso fosse a minha vontade. Também porque em todos os sentidos a minha designação era inútil e a minha vontade etérea.&lt;br /&gt;Nasci num tempo em que já todos os objectos tinham nome. Mesmo as coisas que não se sabia o que eram, eram coisas. E às coisas que eu ainda não sabia que eram coisas chamava aquilo. E o tempo passei-o eu todo a aprender os nomes das coisas, a saber de cor as cores e o números e a tentar arranjar outra coisa que o dicionário ainda não soubesse.&lt;br /&gt;Tempo ganho é tempo perdido de outra forma. O passo que se dá para a frente já tem o seu ocaso no próprio passo. Mas nenhum sonho o distingue de outro. Nenhuma comparação.&lt;br /&gt;Sabes? Não é possível chegarmos a sonho nenhum. Nem aos nossos nem aos dos outros. Este lugar onde ocorrem os nossos sonhos é tão irreal como os sonhos que temos deste lugar. Depois de virarmos uma esquina há sempre outra esquina para virar. E, por causa dos sonhos, as esquinas são sempre outras. Isto é o que se sabe. Haverá outras coisas que não se sabem. O que dói muito a dizer.&lt;br /&gt;Aquilo que eu queria, aquilo que teria feito as coisas parecerem, segundo os meus sonhos, diferentes, era a hipótese, ainda que remota, de haver algum sentido oculto, coisa ainda sem nome, que valesse a pena procurar. Essa seria a razão mais que suficiente para andar por aí, no maior dos tédios, a alimentar o corpo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ikivuku&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-8514162324302481824?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/8514162324302481824/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=8514162324302481824' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/8514162324302481824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/8514162324302481824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2007/08/comparao.html' title='Comparação'/><author><name>ikivuku</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03954263577421484702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-5720266003679966306</id><published>2007-03-13T23:11:00.000Z</published><updated>2007-03-13T23:27:41.920Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fronteiras'/><title type='text'>Fronteira</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não tenho contacto com o infinito: imagino-o.&lt;br /&gt;Naquilo que posso, tolero-o.&lt;br /&gt;Mas o que eu vejo e sinto,&lt;br /&gt;o que preenche os interstícios urgentes do vazio,&lt;br /&gt;o que marca todos os passos que dou e submete a minha identidade,&lt;br /&gt;são os limites.&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A partir de um ponto, o abismo.&lt;br /&gt;A partir de um momento, a indiferença.&lt;br /&gt;A partir de um fogacho, a luz.&lt;br /&gt;A partir de um sonho, a verdade.&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Localizo-me, por isso, na fronteira.&lt;br /&gt;É aí que mudo as minhas vestes&lt;br /&gt;e me enredo nos dilemas de ser.&lt;br /&gt;De um lado está, pouco nítida, a serenidade,&lt;br /&gt;do outro, atormentada, a beleza.&lt;br /&gt;Apenas um efémero fio&lt;br /&gt;entre o apelo da trágica alegria&lt;br /&gt;e o macilento olhar do náufrago.&lt;/p&gt;       &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A lebre e a tartaruga perseguem os meus paradoxos.&lt;br /&gt;Há quem saiba que não sabe&lt;br /&gt;e há quem não saiba que sabe.&lt;br /&gt;Cada passo pode aproximar ou afastar e nunca saberemos.&lt;br /&gt;Há um lado de dentro e um lado de fora que se conhecem&lt;br /&gt;e uma luta permanente por não haver luta permanente.&lt;/p&gt;       &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não sei nada do infinito.&lt;br /&gt;Os meus encontros diários são com o limite das coisas.&lt;br /&gt;E falam-me de potência e de futuro,&lt;br /&gt;de dignidade e de subtileza.&lt;br /&gt;Engrossam em cada instante novas redomas&lt;br /&gt;onde guardam os testemunhos do esquecimento.&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Vivo e convivo com os limites que não entendo.&lt;br /&gt;E percebo tão bem esse infinito que me escapa...&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ikivuku&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-5720266003679966306?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/5720266003679966306/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=5720266003679966306' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/5720266003679966306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/5720266003679966306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2007/03/fronteira.html' title='Fronteira'/><author><name>ikivuku</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03954263577421484702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-8213409712993107897</id><published>2007-01-21T23:06:00.002Z</published><updated>2010-12-10T22:00:42.339Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='equívocos'/><title type='text'>Aborto ou desmancho?</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A grande disputa que vai ocorrer no referendo à interrupção voluntária da gravidez (IVG), não é entre o “sim” e o “não” mas entre o aborto e o desmancho.&lt;br /&gt;O aborto que se promete, no caso de ganhar o 'sim', vai ser rigorosamente vigiado. Os hospitais, ou as clínicas, que venham a incluir nos seus serviços a prática do aborto, vão preencher papéis em triplicado, mandar reconhecer a assinatura, exigir um fiador para as questões financeiras, um tutor para as questões de responsabilidade social, vão passar factura dedutível no IRS e inscrever no enigmático algarismo que vem a seguir ao número de BI a quantidade de abortos oficiais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O desmancho não tem nenhuma destas burocracias. É absolutamente incógnito, sigiloso &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;e anónimo. Acabado o acto, é como se nada tivesse acontecido. Ninguém em lugar algum vai saber, a não ser que a utente, num desvario, resolva expor-se num movimento pró-"sim", dizendo alto e bom som: eu fiz!&lt;br /&gt;O aborto é a interrupção de uma vida em potencial, a anulação de um Einstein, de um Hitler ou de um zé-ninguém. O desmancho é geralmente a salvação de várias vidas, de famílias inteiras em perigo de caírem na lama.&lt;br /&gt;O aborto é um pecado grave, universalmente condenado. O desmancho para todos os efeitos não existe. E o que não existe não é confessável.&lt;br /&gt;O aborto não tem tradição em Portugal. Falta-lhe estatuto e tem um certo ar intelectual de esquerda, cheira a enxofre por todos os lados.&lt;br /&gt;O desmancho é, salvo seja, o pão nosso de cada dia. Tem resolvido o problema a inúmeras famílias, mantendo-as unidas na fé e na alegria. Está próximo do povo, convive com ele em cada esquina e promove a tão necessária cumplicidade que define a cultura tradicional.&lt;br /&gt;No caso improvável de, no referendo,  vencer o "sim", as dificuldades de implantação seriam inultrapassáveis.&lt;br /&gt;Quer isto dizer que vença o "sim" ou o "não", os métodos tradicionais continuarão a ser os preferidos, pelo que é necessário que o governo se prepare para abordar esta questão de uma maneira mais pragmática. Eis algumas sugestões:&lt;br /&gt;- alguns dos milhões que vêm da Europa poderiam ser entregues directamente aos sacos azuis das autarquias, para estas, da maneira mais discreta possível, subsidiarem a compra dos desinfectantes que tanta falta fazem nos lugares de desmancho;&lt;br /&gt;- permitir a atribuição da ISO9000 a todos os vãos-de-escada que apresentem elevados níveis de sobrevivência;&lt;br /&gt;- instituir um prémio anual para os lugares que tenham menor número de complicações pós-desmancho;&lt;br /&gt;- isentar do imposto de selo todos os proprietários de vãos-de-escada, bem como atribuir-lhes licença para aquisição de gasóleo agrícola;&lt;br /&gt;- fomentar a instalação de eco-pontos devidamente preparados para lixo biológico;&lt;br /&gt;- favorecer as sinergias sociais incentivando a concentração de outros negócios tradicionais paralelos.&lt;br /&gt;O respeito pela vontade popular e pela tradição é uma conhecida fonte de felicidade e harmonia. Ao contrário do que se diz, o sistema vigente é o que melhor protege as famílias de serem punidas, de o seu nome, ó ignomínia, ser dito na praça pública.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ikivuku &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-8213409712993107897?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/8213409712993107897/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=8213409712993107897' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/8213409712993107897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/8213409712993107897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2007/01/aborto-ou-desmancho.html' title='Aborto ou desmancho?'/><author><name>ikivuku</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03954263577421484702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-370232727491282768</id><published>2007-01-13T19:08:00.000Z</published><updated>2007-01-13T19:31:16.561Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tpc'/><title type='text'>Dezanove versos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O &lt;a href="http://cagalhoum.blogspot.com/2007_01_01_cagalhoum_archive.html#116870504887034245"&gt;Finúrias&lt;/a&gt; criou um desafio com dezanove palavras... e esta é a minha leitura...&lt;/span&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;FORMAS com as tuas mãos uma escada com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;DEGRAUS que levam o pensamento ao rio onde a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ÁGUA em que se lava o teu reflexo é o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ESPELHO de um rosto em que brilha o desejo de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;SEXO de anjo que ilude o fim desafiando a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;MORTE e o poder e a vida à flor da&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;PELE que encobre o sentido da voz chegada em&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ECO mudo de vibrações carregando a saudade em&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;RETALHOS dominados por intenções equívocas de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;AUDÁCIA como aquelas que deixaste veementes na&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;TELA quando com os teus pincéis alegres substituías o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;NEGRUME translúcido do medo por cenas vivas de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;CAFÉ concerto com dançarinas inebriadas de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;GESTOS sob a frieza cortante do vento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;NORTE e eu sentado à espera que a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;VOZ te não doa e a ligeira doçura da&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;VIDA se erga violenta e decidida contra a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;PEDRA gasta de uma muralha apoiada nos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;SENTIDOS proibidos do tempo em que&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;FORMAS com as tuas mãos uma escada com&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;ikivuku&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-370232727491282768?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/370232727491282768/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=370232727491282768' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/370232727491282768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/370232727491282768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2007/01/dezanove-versos.html' title='Dezanove versos'/><author><name>ikivuku</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03954263577421484702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-6689023111221982375</id><published>2007-01-11T23:45:00.000Z</published><updated>2007-01-12T00:17:55.109Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tpc'/><title type='text'>E o meu futuro foi aquilo que se viu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O amigo &lt;a href="http://r-por-minuto.blogspot.com/"&gt;Japinho&lt;/a&gt; fez-me interromper a hibernação para me lembrar do que é que queria ser quando fosse grande quando era pequeno. A seguinte é uma das versões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabamos por ser sempre o que queríamos ser em crianças mas não tínhamos nem dados nem discernimento para descrever. Isto porque  o querer é uma força, e no caminho que os dias de hoje nos reservam apenas impera a eficiência da vontade que cada um tem. Admito portanto que na origem, nos primeiros anos, no tempo em que ainda pensava sem pensar que pensava, a minha vontade incógnita era, já então, ser um equívoco. Mas não era possível, pela força das circunstâncias, assumir uma vontade incompreensível e irrealizável dentro dos padrões que são geralmente atribuídos às crianças. Dizia, por isso, que quando fosse grande, quando tivesse assumido essa idade mítica de já saber o que queria, haveria de ser o inventor da harmonia, da equivalência e do movimento perpétuo. Parecia simples e evidente, como continuam a parecer simples e evidentes os meios para criar e manter uma proximidade formal entre a realidade e a ficção.&lt;br /&gt;Os desejos manifestados na infância são voláteis como os dias e os brinquedos. Nos livros do tio Patinhas, o professor Pardal tinha no laboratório um cartaz a anunciar os seus serviços que dizia: inventa-se qualquer coisa. Devo ter nascido aí no meio do paradoxo dessa frase, e nunca mais recuperei a lucidez.&lt;br /&gt;Descobri já há bastante tempo que o que faz a particularidade de cada indivíduo são as suas doenças, as suas inaptidões para a norma: fôssemos todos sãos e integrados e seríamos espécie extinta de tédio.  Olhar para as coisas é a melhor maneira de não as ver e cada verdade pode estar mesmo ao lado do óbvio embora o mais certo seja estar em lugar nenhum. Vale então a infância como o lugar onde ainda havia uma hipótese para a verdade. As frases eram curtas e precisas e cada palavra dizia apenas uma coisa. Brincámos com isso com toda a seriedade até que um dia fomos colocados no mercado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Passo o trabalhinho a três amigos que andam também com um problema de expressão: &lt;a href="http://www2.blogger.com/profile/15240300435135676545"&gt;Torcato&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www2.blogger.com/profile/14374205242296422377"&gt;Lino&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www2.blogger.com/profile/00909445954366814230"&gt;Jakim&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ikivuku&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-6689023111221982375?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/6689023111221982375/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=6689023111221982375' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/6689023111221982375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/6689023111221982375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2007/01/eo-meu-futuro-foi-aquilo-que-se-viu.html' title='E o meu futuro foi aquilo que se viu'/><author><name>ikivuku</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03954263577421484702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-3898369214219330059</id><published>2007-01-06T22:00:00.000Z</published><updated>2007-01-06T22:16:23.314Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bonecos'/><title type='text'>Segunda leitura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;No afectuoso 'blog' &lt;a href="http://pedemeias.blogspot.com/"&gt;pé-de-meia&lt;/a&gt;, que estimo e visito com a frequência que os dias permitem, era dada notícia &lt;a href="http://pedemeias.blogspot.com/2007/01/no-pas-do-ti-bush.html"&gt;ontem&lt;/a&gt; de ter sido colocado à venda nos Estados Unidos um boneco representando Saddam Hussein de corda ao pescoço. O primeiro impulso foi lamentar a ideia e estranhar a facilidade ética com que os mecanismos patriótico-comerciais americanos se movem. Mas algo me reteve a mão. E foi a meio da noite, escurecida a mente e a razão que, alicerçado nos &lt;a href="http://www.haloscan.com/comments/mfc/116795257402783471/"&gt;comentário&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.haloscan.com/comments/mfc/116795257402783471/"&gt;s&lt;/a&gt; indignados, me lembrei: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;então e se fosse o boneco de um judeu pregado numa cruz&lt;/span&gt;? Seria mau gosto? Seria horrível? Seria fanatismo? Seria folclórico? Seria vergonhoso? Seria escabroso? Seria horrível? Seria mórbido? O que seria? Seria comércio, fé ou selvajaria?  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ikivuku &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-3898369214219330059?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/3898369214219330059/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=3898369214219330059' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/3898369214219330059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/3898369214219330059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2007/01/segunda-leitura.html' title='Segunda leitura'/><author><name>ikivuku</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03954263577421484702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-115697786158394743</id><published>2006-08-30T23:30:00.000+01:00</published><updated>2006-08-30T23:45:18.423+01:00</updated><title type='text'>Conselhos sensatos</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Ao ler no límpido e sereno blogue "&lt;a href="http://por-outro.blogspot.com/2006/08/eu-sei-est-muito-visto-e-toda-gente.html"&gt;Por outro lado&lt;/a&gt;" o poema de Pablo Neruda, "Morre lentamente", ao que percebi muito conhecido, identifiquei não sei se definitivamente, o que me incomoda em determinada "poesia" que, como o "&lt;a href="http://roubarte.blogspot.com/2006/08/if.html"&gt;IF&lt;/a&gt;" de Rudyard Kipling, pretende ser um guia de comportamentos, cheio de boas intenções e espírito construtivo.&lt;br /&gt;E o momento exacto em que se fez luz foi no verso "fugir dos conselhos sensatos". Que é este poema senão um conjunto de conselhos sensatos? Que faz Pablo Neruda neste poema senão indicar-nos aquilo que ele considera o caminho certo?&lt;br /&gt;Ora o que eu estou à espera na poesia, e só assim consigo chamar-lhe poesia, é que não me dê conselhos, porque se o fizer vou considerá-los conselhos sensatos e fugir deles a sete pés.&lt;br /&gt;O que eu estou à espera num poema é que não use nem a minha lógica, nem lógica nenhuma, para me dizer alguma coisa que eu tenha suficiente dificuldade em entender por ser nova para a minha interpretação corriqueira dos dias e ter a animação mental ou emocional adequada a corromper-me sem cheirar a chá de tília.&lt;br /&gt;O que eu estou à espera num poema é que esteja lá outra pessoa que não tem a veleidade de querer pensar em mim e muito menos por mim.&lt;br /&gt;Estou à espera que o poema seja um sítio selvagem onde talvez eu possa perder-me ou não. Um sítio em que até posso ter medo de entrar, não por ser pouco recomendável, mas porque me desafia nas minhas seguranças e nos meus instintos. E fujo logo que me acenam com um lenço branco.&lt;br /&gt;Mas não estou à espera, e já vi que me aborreço, que o poeta tenha a intenção de me formar, ainda que use um discurso potencialmente subversivo e anime o texto derrubando com serenidade os lugares comuns.&lt;br /&gt;Não estou à espera que o poeta saiba mais do que eu, embora eu saiba que ele sabe mais do que eu se for poeta.&lt;br /&gt;Um poema assim, a ser poema, é uma oração, uma lista de projectos, o outline da mudança industrial. Ou um guia para escuteiros. Ou um decálogo para substituir outros decálogos tornando a vida uma revisão periódica de regras e de conselhos sensatos.&lt;br /&gt;É um texto bonito e simpático, mais não seja porque casca na televisão. Mas não é um poema. Não será por isto que Pablo Neruda é poeta.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ikivuku &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-115697786158394743?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/115697786158394743/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=115697786158394743' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/115697786158394743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/115697786158394743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2006/08/conselhos-sensatos.html' title='Conselhos sensatos'/><author><name>admin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-115585454658680540</id><published>2006-08-17T23:39:00.000+01:00</published><updated>2006-08-17T23:57:52.613+01:00</updated><title type='text'>Bens essenciais</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Países pequenos fazem guerras curtas, rápidas, com poucas baixas militares e algumas baixas civis, prosaicos danos colaterais. Morrem também jornalistas de países estranhos à guerra, que recebem à palavra ou ao fotograma e trocam imagens de sangue por um futuro melhor para os seus. Não é fácil dizer-te, irmão, que o teu corpo é a matéria de que preciso para melhorar o meu nível de vida. Eu fotografo-te e fotografo a tua miséria para que me salves da minha. Não estás por isso em guerra só com os teus inimigos. Também eu estou em guerra contigo. Preciso da tua morte para que os meus filhos possam ir à escola descansados. Preciso da tua morte para que o meu carro ande e as minhas magras posses de trabalhador assalariado dêem para ter alguns prazeres na vida. E custa-me este trabalho. Dói-me. É um trabalho duro. Repara, és tu ou eu. Não lutamos corpo a corpo porque há entre mim e ti toda uma estrutura de poder muito complexa.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Por outro lado - há sempre outro lado outra vez - ao levar a tua imagem ensanguentada para o meu jornal, ao pegar em ti e tornar-te ícone de um mistério que se filtra pela minha voz - e se não for este o mistério outro será - dou uma mão adulta e limpa a uma luta que é tua e me serve como serviria qualquer outra luta que tivesse um rosto torturado para poder mostrar. Sou, neste caso, teu cúmplice; parte activa de um recontro com a verdade; mão amiga que pega na tua imagem bandeira para obter a atenção volátil de consumidores vorazes e importantes.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;É muito raro um camponês matar um general. Do mesmo modo que é muito raro um general matar um camponês. É raríssimo um camponês matar um clérigo. Mais raro ainda um clérigo matar um camponês. O que é normal e aceitável é que um camponês mate outro camponês. É uma questão de proximidade mental. Inimigos da mesma espécie, carnes do mesmo calibre, pés com o mesmo apego a caminhar.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Cumprimos assim, neste arfar solene de um planeta que morre, um concubinato de interesses: tu dás o sangue e eu dou a tinta; distribuímos pela incandescência dos sentimentos, avisados sinais de bruma e de cansaço; largamos, numa associação de interesses, napalm ideológico e caridade comercial; bebemos, no mesmo deserto, infusões amargas de ignorância e ganância.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Agradeço-te, amigo, a tua morte à frente da minha objectiva; esse gesto de extrema coragem e abnegação. Morres pela tua pátria, pelo teu povo, pela tua religião, pelo teu chefe, pela tua incomensurável honra, pelo vazio absoluto da tua esperança. E morres também por mim, para que nada falte em minha casa...&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ikivuku&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-115585454658680540?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/115585454658680540/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=115585454658680540' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/115585454658680540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/115585454658680540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2006/08/bens-essenciais.html' title='Bens essenciais'/><author><name>admin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-115170719842974210</id><published>2006-06-30T23:36:00.000+01:00</published><updated>2006-06-30T23:39:58.456+01:00</updated><title type='text'>Lilly Rose</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Agora que parece inevitável a &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: arial;" href="http://antesquemedeite.blogspot.com/"&gt;partida,&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; deixo aqui uma última carta de amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também não perdoo que se  perca a Lilly pela falta de uma palavra. Porque pode haver sempre heterónimos  que substituam heterónimos. Mas há heterónimos que se apaixonam por heterónimos  e a seguir se perdem de dor pela ausência. Quem somos nós para nos metermos  nesse mundo em que os heterónimos vagueiam? Que temos nós a ver com aqueles que  não somos? Que poder é este de ser e não ser ao mesmo tempo? Não, não é justo  que uma palavra faça desaparecer outra e que essa outra leve com ela as palavras  que estavam a germinar num outro lugar imaginado. Porque há sempre a hipótese de  não haver a certeza sobre quem se conforma no heterónimo. Há sempre a  possibilidade de o heterónimo ser afinal o outro que tem o poder de se esquecer  por não querer recordar. Não, não é justo que o heterónimo desanime o outro  heterónimo, ou, parafraseando o Luís Filipe Cristóvão, nos contentemos em ser  poucos lá em casa para o muito que há para fazer. Não desistas Lilly de  encontrar a palavra certa para o espaço vazio. Há no feminino o dom de criar o  espaço adequado à presença do masculino. Seja assim, então, a ausência de uma  ‘password’ a castração da potência que dava a Lilly a hipótese de ser desejada.  Espaço vazio que nada gera, que nada produz, que nada sofre e que nada goza.  Não, não é justo que uma palavra elimine outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ikivuku&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-115170719842974210?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/115170719842974210/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=115170719842974210' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/115170719842974210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/115170719842974210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2006/06/lilly-rose.html' title='Lilly Rose'/><author><name>admin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-114910079468817640</id><published>2006-05-31T19:39:00.000+01:00</published><updated>2006-05-31T21:18:40.776+01:00</updated><title type='text'>Ofensas (1)</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Em mil novecentos e oitenta e dois disse-lhe, já não me lembro por que razão, que lhe queria emprestar o "Escuta, Zé Ninguém!" de Wilhelm Reich. Ela recusou dizendo que não se sentia o público alvo do livro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-114910079468817640?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/114910079468817640/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=114910079468817640' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/114910079468817640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/114910079468817640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2006/05/ofensas-1.html' title='Ofensas (1)'/><author><name>admin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-114365531271466824</id><published>2006-04-09T19:00:00.000+01:00</published><updated>2006-03-29T19:02:27.316+01:00</updated><title type='text'>Escritor fabuloso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://divasecontrabaixos.blogspot.com/2006/03/v-edio-do-concurso-o-escritor-famoso.html"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6155/1720/320/efamoso%20-%20logo%20Ivar%20Corceiro.0.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-114365531271466824?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/114365531271466824/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=114365531271466824' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/114365531271466824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/114365531271466824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2006/04/escritor-fabuloso.html' title='Escritor fabuloso'/><author><name>admin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-113579646767012821</id><published>2005-12-28T18:57:00.000Z</published><updated>2005-12-28T19:01:07.686Z</updated><title type='text'>Don't try this at home</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial; font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;por consequência de &lt;a href="http://antesquemedeite.blogspot.com/2005/12/nem-quero-saber-se-ela-hawaiana.html"&gt;antes que me deite&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Coroa de espinhos, dissonância, desgosto para o gosto da brincadeira de mau gosto.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Arte, pois. Em agosto.  &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Dança de ventre, desporto radical, pesadelo com paisagem duvidosamente quente.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Posse do corpo, faquir flutuante, nudez anerótica.  &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Corpo vedado. Vendado. Vendido?&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Convivência harmoniosa com o horror.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tortura para salvação da arte, para descobrir os segredos do medo e da dor.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Redundância.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Aproximação dolente da lente ao sofrimento e ensaio do limite humano.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Construção, escavação histórica na mente, no hipotálamo, na consciência.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Anestesia.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Espinho cravado em carne para Canon.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tétrica observação obstétrica.  &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Barriga de aluguer.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Parto com dor.  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-113579646767012821?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/113579646767012821/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=113579646767012821' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/113579646767012821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/113579646767012821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2005/12/dont-try-this-at-home.html' title='Don&apos;t try this at home'/><author><name>admin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-113564393010764370</id><published>2005-12-27T00:18:00.000Z</published><updated>2005-12-27T00:52:24.340Z</updated><title type='text'>Uma maçada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Testes há sobre a fruição humana que vislumbram firmamentos em zonas azuis do acaso e trazem para a frente fria da realidade ocasos e truques de ilusionismo. São infalíveis como a morte que diz Tonino Guerra não ser maçadora por só nos visitar uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta nada não entender porque para sempre haverá uma fórmula que não corresponde às expectativas e leva o sol para uma dormência absoluta em que já não há pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for há sempre a hipótese de não ser verdade e estar tudo perdido na mesma. Diria, se pudesse, que foi bom na tal vez em que não cheguei a acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia gnóstico nasce na parte mais alta da sobrecarga electrónica que envolve os precipícios soterrados. Não é carne nem é peixe que se fosse peixe continuava a ser carne embora não fosse carne da minha carne nem peixe do meu peixe. Sonhos de um pesadelo distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não era sobre isso que eu queria falar hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava antes a pensar no desespero que ocorre nas tardes de lua cheia. Ela diz: espera. E eu continuo a esperar, pondo a esperança em espera forçada. Mas isso seria mais assunto para um prólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é ainda hoje que vou conseguir chegar lá. O percurso é longo, desengonçado, rematadamente estreito para as formas que se formam à beira dos lagos de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, pensando que hoje já é amanhã, ainda vou conseguir perceber o que está escrito nas tabuletas da loja de curtumes. Se passar por lá fotografo as enormes letras. Uma por fotografia, alinhadas de maneira a não lhes perder o sentido que, ao que me parece, não têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta, portanto, desejar boa noite aos morcegos e aos gatos selvagens, avançar calmamente para o lugar vazio das espinhas torcidas e declarar na alfandega não ter nada a declarar a não ser não ter nada a declarar a não ser não ter nada a declarar a não ser não ter nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-113564393010764370?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/113564393010764370/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=113564393010764370' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/113564393010764370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/113564393010764370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2005/12/uma-maada.html' title='Uma maçada'/><author><name>admin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-113182733537452869</id><published>2005-11-12T20:21:00.000Z</published><updated>2005-11-13T20:16:14.946Z</updated><title type='text'>Linguagem gestual</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2121/1363/1600/b01b.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2121/1363/200/b01b.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tentei que a leitura do jornal não me tirasse o sorriso do rosto.&lt;br /&gt;Foi um esforço de vontade, uma luta contra a culpa.&lt;br /&gt;O que se passa, no dia a dia, é mortal.&lt;br /&gt;Por isso volto, também com esforço, à realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O punho erguido perdeu a razão que outrora sonhou.&lt;br /&gt;Faltou ao gesto sentido e conformidade.&lt;br /&gt;Da forma não se passou a lugar nenhum,&lt;br /&gt;E o gesto perdeu, de toda a vida, a sensação.&lt;br /&gt;Em lugar da conformidade, o conformismo.&lt;br /&gt;Em vez do coração, o umbigo.&lt;br /&gt;Em vez do interior, o símbolo, a máscara e a inocência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo são imagens.&lt;br /&gt;Há gestos que sobram para me revelar outro mundo.&lt;br /&gt;E aí, nesse lugar, sobra o certo amor à sedução,&lt;br /&gt;Passando sobre o acaso que determina o medo.&lt;br /&gt;Engulo avidamente a última lágrima,&lt;br /&gt;E volto a sorrir como se o mundo fosse todo ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é verdade que sejas o meu narcótico.&lt;br /&gt;O teu movimento lento é a promessa de ser,&lt;br /&gt;Não o odor que faz fugir cobardemente ao mundo.&lt;br /&gt;A haver em algum lado a esperança,&lt;br /&gt;Ela está aí na curva suave da mão,&lt;br /&gt;No movimento harmónico dos tecidos,&lt;br /&gt;Quando numa certa forma de iluminada ilusão,&lt;br /&gt;Os corpos são solicitados para centro do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi não voltar a aceitar&lt;br /&gt;Que o meu lugar no mundo&lt;br /&gt;Fosse determinado por circunstâncias,&lt;br /&gt;Para além de a tempestade me obrigar ao guarda-chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ikivuku&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-113182733537452869?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/113182733537452869/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=113182733537452869' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/113182733537452869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/113182733537452869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2005/11/linguagem-gestual.html' title='Linguagem gestual'/><author><name>admin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13497629.post-111818100583746136</id><published>2005-06-07T22:43:00.000+01:00</published><updated>2005-06-07T22:50:05.840+01:00</updated><title type='text'>Primeiro</title><content type='html'>567&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hidrogénio. H. Número atómico: 1. Cerca de 7 kg por pessoa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13497629-111818100583746136?l=ikivuku.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ikivuku.blogspot.com/feeds/111818100583746136/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13497629&amp;postID=111818100583746136' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/111818100583746136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13497629/posts/default/111818100583746136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ikivuku.blogspot.com/2005/06/primeiro.html' title='Primeiro'/><author><name>admin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
